Reavalie suas expectativas

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Pare, pense por alguns segundos e responda: quanto você espera por reconhecimento? Segundo as minhas observações sobre o comportamento humano, 9 a cada 10 pessoas estão vivendo uma espera agoniante por reconhecimento TODOS OS DIAS. Seja em casa, na faculdade, no trabalho, não é de hoje que buscamos desenfreadamente sermos reconhecidos e valorizados pelo próximo. Confesso até que, nos últimos dias, me incluo nessa estimativa alarmante. Não há como negar, queremos mostrar que somos bons pais, bons filhos, ótimos namorados, que aplicamos muito bem nossos talentos e competências no trabalho, e que somos capazes SIM de conciliarmos todos os nossos afazeres. Geramos em torno dessas situações a expectativa de confiança recíproca e respeito mútuo. Acontece que a vida é imprevisível e as pessoas são desiguais, logo, por mais que queiramos que as coisas saiam como planejamos, a vida não é um roteiro de um filme, e como dizem por aí “nem tudo são flores”.

Você deve estar se perguntando: aonde é que pretendo chegar com essa história. Pois bem, a busca elevada por reconhecimento tem levado pessoas do mundo inteiro a ficarem desanimadas consigo mesmas, e o desânimo levando-as a frustração. Em alguns momentos do dia, parece que tudo perdeu a graça, até mesmo aquelas coisas que normalmente dariam prazer. Será que essa busca incessante vale a pena? Recomendo a experimentar outros comportamentos, e quem sabe assim, como um antídoto natural uma hora ou outra a gente aprenda a viver a própria vida sem esperar nada de ninguém.

Imagem: We Heart It

Sobre eu, você e esse sentimentalismo

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Hoje, enquanto te admirava do outro lado da sala, perguntava-me mentalmente que tipo de homem incrível você é. E pronto, a resposta estava ali naquela frase… Incrível!

Indecifrável o que os meus olhos viram em você. Poderia ser apenas mais um flerte, daqueles com friozinho na barriga e borboletas no estômago, mas não, não foi apenas isso.

Meu olhar obviamente me entregou, e eu relutei entre falas, passos e atitudes, tudo para que você não percebesse o quanto me desestabilizou por inteira.

Em pensamentos, pudera eu, encaixar-me  em teu peito, como quem carece de um travesseiro cheiroso e macio. É que você não faz ideia do quanto eu te desejei naqueles minuciosos momentos.

Meus olhos? Brilhavam incansavelmente e eu juro, tentei incontáveis vezes desviar o olhar, mas atenta aos teus gestos, esquecia dos meus.

Mas que droga de sentimentalismo!
Logo eu, desencanada, desapaixonada e despreocupada com a vida.


Imagem: We Heart It

Explore o seu outro “eu”

 


Tem sempre alguém que se sente como a gente. Talvez não exatamente, mas consegue compreender um “cadin” o que é esse desejo enorme de mudança. É que as coisas andam rotineiras demais e a vida – vez ou outra – pede um pouco mais de insanidade.

Curioso como volta e meia, estamos dispostos a tudo: a esquecer aquela entrevista que não deu certo, ou mesmo, aquela pessoa que você chamou de amor, mas afinal, nem amor chegou a ser.

Um bar, uns amigos, umas bebidas, gargalhadas e conversas jogadas fora, às vezes o segredo da felicidade esteja escondido entre os micro-prazeres da vida, onde só precisamos de uma boa dose de coragem – preferivelmente com sal e limão.

Deixemos nos permitir, e viver umas loucuras de vez em quando. Mudar de opinião é normal, viver inconscientemente mesmo estando consciente também é. Permita-se envolver-se e conhecer os seus próprios limites. Não viva à cegas, você não sabe o quanto é capaz, se não ousar saber.

E se você está preocupado no que as pessoas irão dizer a seu respeito… Aprenda uma coisa: “momentos não definem uma essência”. Você pode ser quem você quiser, na hora que você quiser, do jeito e forma que você quiser, sem deixar de ser você.

Imagem: We Heart It

Das coisas que eu amo e nunca disse

 

Amo quando você vem cheio de razão, e eu, pretensiosamente, te mostro que a razão e a emoção colidem-se às vezes.

Amo quando você me trás essa sensação de aconchego, daqueles de final de tarde, porque após um dia exaustivo de trabalho, você sabe que eu preciso.

Amo quando você transforma momentos medianos em insanidades.

Amo seu beijo com gostinho de café feito na hora.

Amo essa sua voz mansa, que soa perfeitamente bem no meu ouvido, capaz de fazer arrepiar milimetricamente cada pelo do meu corpo.

Amo quando você desafia o meu poder de autocontrole.

Amo ser acompanhada por você, cafuné e comida japonesa num final de domingo.

Amo, às vezes, quando você desprovido de carinho, diz que só quer me comer.  Amo, porque afinal, esse é o nosso sexo mais gostoso.

Amo seu mínimo receio em relação a minha pessoa, mesmo quanto te digo que deveria, pois nunca sei se vou ou se fico.

Amo quando você ao invés de se estressar, ri das minhas indecisões.

Amo te ver deitado na cama, com o cabelo todo bagunçado, me olhando com cara de fica-mais-um-pouquinho-vai.

Amo quando você diz que adora as minhas covinhas (obrigada Deus pela má formação no feto, rs).

Amo quando você esquece de fazer a barba. É que vocês, homens, não imaginam o quanto são sedutores por deixarem a barba por fazer.

Amo quando competimos quantos livros somos capazes de ler no mês.

Amo quando você vai pra cozinha comigo, só não amo quando você descobre no fundo do armário as rosquinhas que ganho da minha avó.

Amo seu ciúmes com jeitão de “não me importo, vai lá” porque, no fundo, eu sei que você se importa sim!

Enfim…  Amo (quase) tudo em você. Na verdade, talvez eu ame esse nosso relacionamento despreocupado, porque entendemos que o “eu” e “você” é tão significativo quanto o “nós”.

 

Imagem: We Heart It

Na era em que tudo requer eternidade, permita-se viver o hoje.

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“Hoje a regra é aproveitar e ser feliz” – queria que você tivesse ouvido essa frase dia desses na rádio também e, talvez, pensasse como eu, que não há muita lógica essa mania que as pessoas têm de querer eternizar tudo e todos. Eu sei, já fui assim, já quis te colocar num pote e guardar no fundinho da gaveta pra ninguém sequer ousar encostar um dedo, mas ultimamente, estou querendo ver as coisas e as pessoas de uma forma leve, inclusive você.

Não é desamor, por favor não me entenda mal. Ainda continuo gostando de ti na mesma intensidade, ainda tenho aqueles velhos costumes e pequenos hábitos, mas é que no momento, fui invertendo alguns valores e colocando à frente algumas outras prioridades, que hoje, você desconhece.

Na teoria, acho lindo após um dia cansativo de trabalho, pensar em chegar em casa e te ver cozinhando burritos para o jantar – só porque você sabe que é minha comida preferida – mas, na prática, o que eu quero mesmo é chegar em casa e saber que tenho milhões de possibilidades em chama dentro de mim, querendo viver cada dia como se fosse o último segundo de vida, sem pressa e compromisso.

Eu sei, você deve estar pensando que o que eu quero é me jogar na noitada, curtir literalmente as saideiras, mas não, não é isso. É questão de respeitar o meu momento, que só cabe a mim, porque vou te confessar, não estou sabendo lidar com uma outra pessoa a não ser eu mesma. Por favor, não chame isso de egocentrismo, eu só quero que você entenda que o que me move hoje são os pés no chão e a sensação de independência. Não tem nada a ver com você, pessoa física.

É por isso que eu digo: vamos nos permitir viver o hoje.
Acredito que será uma experiência única para você também.

Imagem: We Heart It

Os planos mudam

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Subitamente invertemos os papéis. O roteiro continua o mesmo, mas nós… Bom, nós não estamos mais seguindo religiosamente o script – faz algum tempo. Talvez você não tenha se dado conta de que não sou mais aquela “menininha” indecisa e indefesa a qual você conheceu há alguns meses atrás, e que apesar de aparentar-se uma, muitas coisas mudaram.

Ao contrário, vejo que você é quem não sabe o que quer, e se realmente quer alguma coisa. Logo, ficamos nesse impasse interminável do vai-não-vai, gosto e desgosto, no qual você dita as regras e eu entro no seu jogo. Aliás, entrava, não mais, não dessa vez.

Lembra quando lhe disse que queria casar, ter um casal de gêmeos, um emprego estável e uma estande cheia de livros? Pois bem, a estande cheia de livros ainda continuo querendo, já as demais coisas…

Hoje, tudo que eu queria era acordar num dia de domingo, pegar minha mochila velha, o pouco dinheiro guardado no cofre e partir… Assim, sem rumo, pra qualquer lugar do mundo. Explorar, descobrir novos horizontes, lugares, pessoas e sensações novas. Vivência e experiência. Já você, infelizmente (ou felizmente) não se encaixaria mais nos meus planos.

Se bem que… Cá entre nós, esses também nunca foram os seus.

Imagem: We Heart It

Resenha do Filme: Moça Com Brinco de Pérola

 

Dirigido por Peter Webber, “Girl With a Pearl Earring” em português “Moça Com Brinco de Pérola” é um filme lançado em 2003, na Inglaterra, que faz um relato de forma fictícia sobre a origem do famoso quadro holandês produzido por Johannes Vermeer.

Nele, conta a história de uma jovem holandesa, Griet (Scarlett Johansson) de apenas dezessete anos de idade, que devido à cegueira de seu pai e as dificuldades financeiras, é obrigada a trabalhar como criada na casa do artista plástico, famoso pintor holandês: Johannes Vermeer (Colin Firth).

Vermeer, por sua vez, é casado com Catharina (Essie Davis), uma mulher mimada, ciumenta e de um comportamento emocionalmente instável. Já teria seu sexto filho, o qual Griet juntamente com outra criada, ajudava a cuidar.

Contudo, Griet é uma jovem tímida, recatada, vinda de uma família religiosa, e por tanto, segue fielmente a tradição protestante, onde não permite que ninguém veja o seu cabelo, cobrindo-o com um lenço.

Não se sabe ao certo, mas talvez, esse tenha sido o começo do despertar pelo fascínio indescritível que o pintor obteve pela sua criada. Aliás, além de todo um mistério e beleza, Griet possui uma sensibilidade artística, ou seja, um olhar crítico e afinado ao trabalho de Vermeer em seu atelier, o que em relação à Vermeer, havia certa semelhança na forma de olhar o mundo ao seu redor.

Certamente, foi assim que a intimidade entre os dois foram crescendo e Vermeer já não a via mais como uma simples criada, mas sim, como parte fundamental de seu trabalho, tanto, que a conduziu lentamente ao mundo das pinturas, moagens e misturas, e quando se percebeu, ela havia se tornado uma famosa obra-prima do autor.

Ps: Uma obra e uma história impressionante que merece ser vista por todos os apaixonados por fotografia, romance, drama e arte. Além do mais, recomendado aos estudantes de Publicidade, já que foi um professor da faculdade quem nos passou este filme em sala de aula.

                                 
          Pintura original                                  Scarlett Johansson, como Griet