Não

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Não vou escrever sobre você.

Não vou descrever seus olhos verdes misturado com azul marinho.

Não vou me lembrar do seu toque quente e do jeito como segurou minhas mãos.

Não pretendo revelar o quanto me identifiquei com o seu jeito canastrão.

Não quero me prender as divagações que tivemos sobre o fim do mundo.

Não quero me lembrar do que é ser compreendida por algumas horas.

Não quero nem pensar em como você me fez querer conhecer o mundo ainda mais.

Não quero dizer que essas foram as únicas qualidades que achei em você.

Não costumo me deixar levar por sentimentos fracos.

Não me arrependo de nenhuma palavra que proferi.

Não quero dizer que você desistiu muito cedo.

Mas desistiu,

E eu desisti de mentir em todas as frases desse texto.

5 filmes para assistir em um fim de semana chuvoso

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Não sei vocês, mas quando meus planos para o fim de semana vão por água abaixo por causa da chuva eu acabo preferindo ficar em casa, debaixo das cobertas assistindo um filminho e comendo pipoca do que me aventurar e acabar pegando um resfriado. Como eu sei que eu não sou a única, fiz uma lista com filmes que combinam perfeitamente com esse tempinho gostoso. Bora conferir?

Será Que?

Wallace (Daniel Radcliffe) está sozinho há um ano, após terminar com a namorada depois de vê-la com outro homem. Encerrado o período de luto pelo fim do relacionamento, ele acredita que é hora de seguir em frente. Um dia, em uma festa organizada pelo melhor amigo Allan (Adam Driver), ele conhece Chantry (Zoe Kazan), a prima dele. Não demora muito para que o papo entre eles flua naturalmente e Wallace se ofereça para levá-la até em casa. Mas, ao chegar, ele descobre que Chantry tem um namorado, Ben (Rafe Spall), o que o desanima. Dias depois, Wallace e Chantry se reencontram por acaso e, após uma rápida conversa, decidem ser apenas amigos. A partir de então, eles andam juntos por tudo quanto é canto, apesar de Wallace nutrir um sentimento romântico por ela.

Apenas uma Vez

Dublin, Irlanda. Um músico de rua (Glen Hansard) sente-se inseguro para apresentar suas próprias canções. Um dia ele encontra uma jovem mãe (Markéta Inglová), que tenta ainda se encontrar na cidade. Logo eles se aproximam e, ao reconhecer o talento um do outro, começam a ajudar-se mutuamente para que seus sonhos se tornem realidade. Esse filme conta com uma trilha sonora incrível e vai querer todas as músicas na sua playlist o mais rápido possível, assim como eu quis.

O Doador de Memórias

Uma pequena comunidade vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças nem guerras, mas também sem sentimentos. Uma pessoa é encarregada a armazenar estas memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento e também guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos esta tarefa muda de mãos e agora cabe ao jovem Jonas (Brenton Thwaites), que precisa passar por um duro treinamento para provar que é digno da responsabilidade.

Ela

Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.

Mesmo se nada der certo

Uma cantora (Keira Knightley) se muda para Nova Iorque, mas logo após chegar no local, seu namorado americano decide terminar o relacionamento. Em plena crise, ela começa a cantar em bares, até ser descoberta por um produtor de discos (Mark Ruffalo), certo de que ela pode se tornar uma estrela. Prepare-se para se apaixonar por Adam Levine que aparece em algumas cenas e pra se derreter com as músicas maravilhosas presentes nesse filme.

Não esqueça de me dizer qual foi o seu favorito depois de assisti-los. Aproveitem!

Esquecido

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Fala que já me esqueceu. Que mal se lembra dos nossos beijos entre sorrisos após mais um daqueles dias onde relembramos e cantamos músicas antigas, aquelas que ninguém se lembra mais. Diz que já não recorda daquela tarde na praia, onde dançamos embaixo da chuva torrencial que caia do lado de fora da casa de praia que alugamos depois de procurarmos o ano inteiro. Pode mentir e dizer que não se lembra de nada que vivemos, que tudo foi deletado  em um estalar de dedos. Mas eu não vou acreditar em você.

Não vou acreditar porque você me ligou noite passada dando aquela desculpa boba de que esqueceu a blusa de frio na minha casa e que precisa vir buscar. Não vou acreditar porque eu sei que você ensaiou essa ligação o dia inteiro e revisou as falas durante o banho enquanto encenava minhas respostas com a voz mais fina. Não vou acreditar porque seu tom ao telefone entoava um desespero evidente, e eu quase contente admito, que tudo isso não me impressionou de nada.

Você sempre mentiu sobre sentimentos, e eu sabia que todas as vezes que você me dizia algo, na verdade, esse algo era totalmente ao contrário do que acabara de me dizer. Você não sabe contar verdades. As mentiras fogem de seus lábios como se tivesses presas por garras sanguinárias á milênios. Mas na verdade elas só mascaravam esse “você” que só eu conseguia desvendar.

Agora, você mente pra si mesmo e não é capaz de descobrir sozinho que todas as suas mentiras foram embora e você acabou se tornando uma pessoa vazia e oca. Sem mentiras e sem verdades. Sem você e sem mim. Sem nada além de um telefone agora mudo depois de algumas verdades plantadas no fundo da sua alma. Espero que as regue e não deixe-as morrer assim como tudo que um dia você tentou cultivar.

Imagem: We Heart It

Resenha: Onde a Lua Não Está

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Título: Onde a Lua Não Está
Autor: Nathan Filer
Editora: Rocco
Número de Páginas:  272
Ano de Publicação: 2014

Terminei esse livro há um tempo, e demorei em fazer uma resenha porque eu simplesmente não sei o que falar dele e diferenciar as minhas reações das do personagem. Mas nesse post eu vou dar o máximo de mim pra ser o mais clara possível mesmo ainda estando um pouco confusa.

O livro é narrado por Matthew e tudo começa com uma viagem de férias onde o seu irmão mais velho e portador de Síndrome de Down, Simon, morre em um acidente. Nas primeiras páginas eu já havia percebido que não seria uma leitura fácil, porque a narrativa do personagem não é linear. Ele muda de um acontecimento pra outro sem informar em nenhum momento que aquele parágrafo não é continuação da história que ele estava contando.

Está confuso? Pois é, eu também fiquei. É um livro que necessita de atenção, e se você se distrair um pouquinho vai ter que voltar ao começo do capítulo e reler. Mas eu sinto que valeu a pena ter me fixado na história mesmo que isso tenha me deixado um pouco louca (risos).

Depois da morte de Simon, Matthew começa a desenvolver esquizofrenia. Ele se culpa pela morte do irmão e ao mesmo tempo sente muito a falta dele. Nathan Filer, o escritor, te coloca dentro da cabeça do personagem e por muitas vezes eu tive que parar a leitura porque estava assustada com a intensidade de sentimentos de Matthew.

Esse é o tipo de livro que ou você ama ou odeia. Eu amei pelo simples fato de ele ter me proporcionado todas as emoções do personagem do jeito que nenhum outro livro fez.  Foi aterrorizante e magnifico ao mesmo tempo. Toda a confusão do personagem acabou sendo a minha confusão e isso me fez pensar no quão incrível e não convencional essa história se tornou.

Não foi uma história que me conquistou de imediato mas toda a sua originalidade me fez adorar o enredo e recomendar pra todo mundo. Leia, vai ser uma experiência incrível e você não vai se arrepender.

A maior parte da vida não é nada. A maior parte da vida é só o tempo passando, e nós dormimos durante um pedaço considerável dela.”  pg.26
“ Mas existem diversos tipos de loucura. Algumas loucuras não agem como loucas, às vezes batem educadamente na porta e quando você as deixa entrar, elas simplesmente se sentam no canto sem 
estardalhaço – e crescem.” pg. 30
“Algumas coisas na vida são exatamente como imaginamos.” pg.49
“Se as pessoas pensam que você é LOUCO, então tudo o que você fizer,
 tudo o que você pensar, terá LOUCO estampado.” pg. 190

Avaliação: ★★★★

Vendaval

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Vendaval,

Duzentos quilômetros por hora

Telhado fraco e esquelético

Graças á maresia.

As arvores dançam,

Esquerda, direita

Direita, esquerda

Uma valsa de pouca simpatia.

Com uma fúria incontrolável,

As paredes se deixam ruir.

Desmoronam em um baque surdo,

Que deixa muda qualquer boca que queira gritar,

Que deixa cego qualquer um que queira ver

A monocromática de um mundo em pó,

A unanimidade de um cinza frio e úmido,

Que se assemelha á uma câmara criogênica

Onde um coração adormecido

Aguarda o novo mundo.

Porque o velho, já desistiu de reconstruir.

Imagem: We Heart It

Descartável

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Eu sou tão descartável assim a ponto de ninguém se importar em permanecer? A ponto de ninguém se importar com o fato de que quando vai embora leva um pouco de mim? E de pouco em pouco acabou não sobrando nada. Apenas uma jaula vazia e suja com indícios de maus tratos e um eco de infelicidade. Só queria saber os motivos, o porquê. Talvez assim as coisas sejam mais fáceis de mudar. Não sou uma pessoa cabeça dura, costumo pensar nos meus erros e tento ao máximo aprender com eles. Mas nesse caso, parece que todas as bocas que poderiam me acusar, resolveram ficar mudas. Nenhuma palavra pronunciada mas ainda escuto o meu próprio grito no vazio. Um grito de questionamento. E aposto que se você pudesse ouvi-lo entenderia o porquê do sangue frio que circula meu corpo. Ou talvez não entenderia nem um pouco pois a ânsia de fugir seria maior do que o interesse.

Deve existir um código á qual as pessoas se afastam assim que o percebem, e eu suspeito de que o código seja: “Você é importante pra mim”. Deve ser o compromisso que ela carrega. Um compromisso da qual não quero mais nenhum envolvimento. Um compromisso que eu não pretendo mais levar á sério. Então eu escrevo. Escrevo pra me libertar de tudo que me faz sombria e sozinha, mas ultimamente nem escrever está me salvando.

Imagem: We Heart It

Reavalie suas expectativas

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Pare, pense por alguns segundos e responda: quanto você espera por reconhecimento? Segundo as minhas observações sobre o comportamento humano, 9 a cada 10 pessoas estão vivendo uma espera agoniante por reconhecimento TODOS OS DIAS. Seja em casa, na faculdade, no trabalho, não é de hoje que buscamos desenfreadamente sermos reconhecidos e valorizados pelo próximo. Confesso até que, nos últimos dias, me incluo nessa estimativa alarmante. Não há como negar, queremos mostrar que somos bons pais, bons filhos, ótimos namorados, que aplicamos muito bem nossos talentos e competências no trabalho, e que somos capazes SIM de conciliarmos todos os nossos afazeres. Geramos em torno dessas situações a expectativa de confiança recíproca e respeito mútuo. Acontece que a vida é imprevisível e as pessoas são desiguais, logo, por mais que queiramos que as coisas saiam como planejamos, a vida não é um roteiro de um filme, e como dizem por aí “nem tudo são flores”.

Você deve estar se perguntando: aonde é que pretendo chegar com essa história. Pois bem, a busca elevada por reconhecimento tem levado pessoas do mundo inteiro a ficarem desanimadas consigo mesmas, e o desânimo levando-as a frustração. Em alguns momentos do dia, parece que tudo perdeu a graça, até mesmo aquelas coisas que normalmente dariam prazer. Será que essa busca incessante vale a pena? Recomendo a experimentar outros comportamentos, e quem sabe assim, como um antídoto natural uma hora ou outra a gente aprenda a viver a própria vida sem esperar nada de ninguém.

Imagem: We Heart It